Como personalizar e mudar a cor do prompt do shell no Linux

O prompt de comando padrão do Linux muitas vezes é apenas um texto de uma cor só, o que pode dificultar a leitura quando você tem muitas saídas longas de comandos na tela. Mudar a cor do prompt (a linha onde você digita os comandos) ajuda muito na organização visual e na produtividade. Neste post, você vai aprender a alterar a variável PS1 para colorir o seu terminal.

O que é a variável PS1?

A aparência do seu prompt de comando é controlada por uma variável de ambiente chamada PS1 (Prompt Statement 1). Para ver qual é a configuração de texto atual do seu prompt, digite no terminal:

echo $PS1

Você verá uma saída com vários símbolos (como \u para usuário, \h para o nome da máquina e \W para o diretório atual). É adicionando códigos de cores entre esses símbolos que a mágica acontece.

Alterando a cor temporariamente

Antes de fazer uma mudança definitiva, podemos testar na sessão atual. O código de cores no bash usa uma sintaxe específica, como \e[32m para verde e \e[34m para azul. Para testar um prompt onde o usuário fica verde e o diretório fica azul, copie e cole o comando abaixo:

PS1=”\[\e[32m\]\u\[\e[m\]@\[\e[34m\]\h \W\[\e[m\] $ “

Entendendo o código: O \[\e[32m\] inicia a cor verde para o usuário (\u). O \[\e[m\] reseta a cor para o padrão, para que o símbolo de arroba (@) fique normal. Depois, chamamos a cor azul para o host (\h) e o diretório (\W).

Essa alteração tem efeito imediato, mas será perdida assim que você fechar o terminal.

Deixando o prompt colorido permanentemente

Para que o seu prompt fique colorido toda vez que você abrir o terminal, precisamos salvar essa configuração no arquivo .bashrc oculto na pasta do seu usuário. Abra o arquivo com o editor nano:

nano ~/.bashrc

Vá até o final do arquivo (usando as setas do teclado) e adicione a seguinte linha:

export PS1=”\[\e[32m\]\u\[\e[m\]@\[\e[34m\]\h \W\[\e[m\] $ “

Salve o arquivo e feche o editor (CTRL + O para salvar, Enter para confirmar e CTRL + X para sair).

Agora, para aplicar as mudanças imediatamente sem precisar deslogar e logar novamente, digite o comando:

source ~/.bashrc

Pronto! Seu terminal agora está muito mais agradável de ler. Você pode brincar com os números das cores depois: 31 é vermelho, 32 é verde, 33 é amarelo, 34 é azul, 35 é magenta e 36 é ciano.

Dica de ouro: Lembre-se que essa configuração no ~/.bashrc é por usuário. Se você acessar o usuário root (usando su - ou sudo su), o prompt voltará ao padrão. Para deixar o root colorido, você precisará repetir a edição do .bashrc dentro da pasta do root (/root/.bashrc)!

Como aplicar o prompt colorido para todos os usuários (global)

Se você tem muitos usuários no servidor e quer padronizar o prompt para todos eles (incluindo o usuário root) de uma só vez, a melhor prática é criar um arquivo de configuração global na pasta /etc/profile.d/.

Tudo o que colocamos nessa pasta é carregado automaticamente para todos os usuários no momento do login. Vamos criar um novo arquivo chamado prompt_colorido.sh. Digite no terminal:

sudo nano /etc/profile.d/prompt_colorido.sh

Dentro desse novo arquivo vazio, você vai colar exatamente a mesma linha de exportação que usamos anteriormente:

export PS1=”\[\e[32m\]\u\[\e[m\]@\[\e[34m\]\h \W\[\e[m\] $ “

Salve o arquivo e feche o editor (CTRL + O para salvar, Enter para confirmar e CTRL + X para sair).

Ao contrário do .bashrc, esse arquivo global afeta as sessões de login. Para ver o resultado, os usuários já logados precisarão sair e entrar novamente no terminal. Mas, se quiser forçar o carregamento imediato na sua sessão atual para testar, basta digitar:

source /etc/profile.d/prompt_colorido.sh

Dica de Segurança: É importante garantir que apenas o administrador (root) possa modificar esse arquivo, para que outros usuários não quebrem a configuração. Geralmente o nano com sudo já cria o arquivo com as permissões corretas, mas você pode garantir rodando: sudo chmod 644 /etc/profile.d/prompt_colorido.sh

Como instalar e configurar o Chrony (NTP) no Linux

Manter a data e a hora do seu servidor rigorosamente sincronizadas é fundamental para a precisão dos logs, funcionamento de bancos de dados e autenticação de usuários. O Chrony é a solução padrão e mais moderna para sincronização de tempo (NTP) nas distribuições Linux atuais, substituindo o antigo ntpd. Neste tutorial, você vai aprender a instalar, ativar e verificar o funcionamento do Chrony.

Instalando o Chrony

Na maioria das distribuições baseadas em Red Hat (como Oracle Linux, AlmaLinux e CentOS), o Chrony já vem nos repositórios oficiais. Digite no prompt de comando para instalar:

sudo dnf -y install chrony

Iniciando e habilitando o serviço

Agora inicie o serviço do Chrony e habilite-o para que inicie automaticamente junto com o sistema operacional:

sudo systemctl start chronyd
sudo systemctl enable chronyd

Note que o nome do pacote é “chrony”, mas o nome do serviço executado no sistema leva um “d” no final (“chronyd”, de daemon).

Verificando a sincronização

Para confirmar se o seu servidor está sincronizando a hora corretamente e ver o status do sistema, digite o seguinte comando:

chronyc tracking

O comando acima mostrará detalhes como o servidor de referência (Reference ID) e o atraso do sistema. Você também pode listar os servidores de tempo (NTP) que estão sendo consultados no momento com o comando:

chronyc sources

Alterando o servidor de sincronização (NTP)

Por padrão, o Chrony vem configurado para usar servidores de tempo genéricos da distribuição. Para alterar e usar servidores de sua preferência (como os servidores públicos do Brasil – ntp.br), você precisa editar o arquivo de configuração principal. Abra-o no terminal:

sudo nano /etc/chrony.conf

Dentro do arquivo, procure pelas linhas que começam com a palavra pool ou server (geralmente algo como pool 2.pool.ntp.org iburst). Você pode apagá-las ou comentá-las colocando um # na frente. Em seguida, adicione os servidores da sua escolha. Por exemplo, para usar os servidores do NTP.br, adicione:

pool a.ntp.br iburst
pool b.ntp.br iburst
pool c.ntp.br iburst

(Nota: O parâmetro “iburst” no final ajuda a acelerar a sincronização inicial caso o servidor esteja offline por algum tempo).

Salve o arquivo e feche o editor (CTRL + O para salvar, Enter para confirmar e CTRL + X para sair, se estiver usando o nano). Para que as alterações entrem em vigor, reinicie o serviço do Chrony:

sudo systemctl restart chronyd

Pronto! Ao reiniciar, você pode executar aquele comando chronyc sources novamente e já verá os novos servidores de horário listados respondendo ao seu sistema.

Liberando no firewall (opcional)

Por padrão, o Chrony atua apenas como cliente (buscando a hora na internet), o que não exige regras de firewall. Porém, se o seu servidor for atuar como um servidor NTP para sincronizar outras máquinas na sua rede local, você precisará liberar o serviço no firewall:

sudo firewall-cmd –permanent –zone=public –add-service=ntp
sudo firewall-cmd –reload

Como desabilitar o SELinux temporariamente ou definitivamente no Linux

Se você administra servidores Linux, provavelmente já se deparou com problemas de permissão causados pelo SELinux. Embora seja uma ferramenta incrível para a segurança, ele pode bloquear a instalação de aplicativos e serviços web se não estiver configurado corretamente. O SELinux age como um “cão de guarda” do sistema. Neste tutorial, você vai aprender a desabilitar o SELinux temporariamente (para testes) e definitivamente.

Como verificar o status atual do SELinux

Antes de fazer qualquer alteração, é importante verificar se o SELinux está ativo. Digite no prompt de comando:

sestatus

Se a linha “SELinux status:” estiver como “enabled”, ele está rodando. Outra forma mais rápida de ver o modo de operação é digitando:

getenforce

O comando retornará “Enforcing” (bloqueando), “Permissive” (apenas avisando) ou “Disabled” (desativado).

Desabilitando o SELinux temporariamente (sem reiniciar)

Se você quer saber se o culpado por um bloqueio é o SELinux, desabilite-o temporariamente. A mudança é imediata, mas será desfeita ao reiniciar o servidor. Digite no prompt de comando:

sudo setenforce 0

O modo Permissive é excelente para testes porque para de bloquear ações, mas grava alertas nos logs. Para reativar, digite:

sudo setenforce 1

Desabilitando o SELinux definitivamente (permanente)

Se você deseja desativar permanentemente, precisará editar o arquivo de configuração do sistema. Abra o arquivo com seu editor favorito:

sudo nano /etc/selinux/config

Dentro do arquivo, procure pela linha SELINUX=enforcing e altere o valor para disabled. Deve ficar exatamente assim:

SELINUX=disabled

Salve o arquivo e saia. Para que a desativação permanente entre em vigor, você precisará reiniciar o servidor. Digite:

sudo reboot

Após a reinicialização, digite sestatus novamente e o status deverá aparecer como disabled.

Aviso: Não recomendamos desativar o SELinux em servidores de produção expostos à internet, pois isso facilita invasões. Sempre que possível, crie políticas que permitam o funcionamento da sua aplicação de forma segura.

Como deixar os cantos das janelas retos no Windows 11 com ExplorerPatcher

O Windows 11 trouxe uma estética moderna com o design Mica, mas para muitos profissionais de TI e entusiastas da produtividade, os cantos arredondados e a nova barra de tarefas podem parecer um retrocesso em usabilidade.

Se você sente falta da precisão visual dos cantos retos (estilo Windows 10) e quer mais controle sobre a sua interface, o ExplorerPatcher é a ferramenta definitiva. Neste guia, vamos te ensinar a configurar o sistema para ter janelas quadradas sempre, além de dicas essenciais para otimizar seu workflow.

O que é o ExplorerPatcher e por que utilizá-lo?

O ExplorerPatcher é um utilitário de código aberto que modifica o processo explorer.exe para restaurar funcionalidades clássicas no Windows 11. Diferente de temas comuns, ele altera o comportamento real do sistema, permitindo:

  • Restaurar a barra de tarefas clássica (com rótulos de janelas).

  • Desativar o menu de contexto “Mostrar mais opções”.

  • Remover os cantos arredondados das janelas.

Como desativar os cantos arredondados no Windows 11

Para quem trabalha com muitas janelas ou máquinas virtuais (VMs), os cantos retos oferecem uma percepção de tela mais limpa. Siga estes passos:

  1. Download Seguro: Acesse o GitHub oficial do ExplorerPatcher e baixe o ep_setup.exe.

  2. Instalação: Execute o arquivo. Sua tela pode piscar; isso significa que o Explorer está sendo reiniciado com as novas bibliotecas.

  3. Configuração: Clique com o botão direito na Barra de Tarefas e escolha Propriedades.

  4. Cantos Retos: No menu, vá em “Other” e marque a opção “Disable rounded corners for application windows”.

  5. Aplicar: Clique em “Restart File Explorer” no canto inferior esquerdo.

Dica Extra: Se você estiver no Windows 11 24H2, certifique-se de baixar a versão mais recente (pós-maio de 2025), que corrigiu os bloqueios de instalação impostos pela Microsoft.

Perguntas Frequentes (FAQ)

  • O ExplorerPatcher é seguro? Sim, é um projeto open-source auditável. No entanto, por modificar arquivos do sistema, o Windows Defender pode emitir alertas falsos-positivos.

  • Ele afeta o desempenho? Pelo contrário. Ao simplificar alguns efeitos visuais, muitos usuários sentem uma melhora na resposta da interface.

  • Funciona em atualizações futuras? O desenvolvedor é muito ativo, mas sempre verifique o GitHub após grandes updates do Windows (como o 24H2).

Como usar um DNS diferente no Microsoft Edge (DoH)

Você sabia que é possível usar um servidor DNS exclusivo apenas no navegador Microsoft Edge, diferente do configurado no sistema operacional Windows?

Graças ao suporte ao DNS sobre HTTPS (DoH), o Microsoft Edge consegue resolver domínios com privacidade e segurança — sem depender do DNS configurado no Windows. Isso é ideal, por exemplo, para quem deseja usar o DNS do AdGuard apenas no navegador para bloquear anúncios, mantendo o DNS padrão no restante do sistema.

O que é DNS over HTTPS (DoH)?

O DNS over HTTPS (DoH) é um protocolo que criptografa as consultas DNS feitas por navegadores. Isso aumenta a privacidade do usuário, evita interferências de terceiros e permite definir um provedor de DNS direto no navegador.

Como configurar um DNS personalizado no Microsoft Edge

Veja o passo a passo para ativar o DoH no Edge e escolher um provedor de DNS diferente:

  1. Abra o Microsoft Edge

  2. Na barra de endereços, digite:
    edge://settings/privacy

  3. Entre na seção Segurança

  4. Ative a opção:
    “Usar DNS seguro”

  5. Marque a opção “Escolher um provedor de serviço” e informe manualmente o endereço de um provedor de DNS com suporte a DoH.

Sugestões de servidores DNS compatíveis com DoH

Você pode usar qualquer um dos seguintes servidores:

  • AdGuard (bloqueia anúncios)
    https://dns.adguard.com/dns-query

  • Quad9 (foco em segurança)
    https://dns.quad9.net/dns-query

  • Cloudflare (velocidade e privacidade)
    https://1.1.1.1/dns-query

Observação importante

Essa configuração só vale para o Microsoft Edge, e apenas quando os sites usam o protocolo HTTPS (o que já é a maioria). O restante do sistema continuará utilizando o DNS configurado no Windows.

Como habilitar o TRIM do seu SSD no Windows

Verificando o TRIM, digite no prompt de comando:

fsutil behavior query DisableDeleteNotify

DisableDeleteNotify = 1 – O TRIM está desabilitado.
DisableDeleteNotify = 0 – O TRIM está habilitado.

Para habilitar o TRIM, digite:

fsutil behavior set DisableDeleteNotify 0

E para desabilitar:

fsutil behavior set DisableDeleteNotify 1

Verificando e corrigindo arquivos corrompidos no Windows

Abra o terminal como administrador e execute os comandos:

dism /online /cleanup-image /checkhealth

dism /online /cleanup-image /restorehealth

sfc /scannow

Instalando adicionais para convidado (VirtualBox) no RHEL 9

Antes de instalar a imagem do CD, execute:

sudo dnf install kernel-headers kernel-devel gcc make perl

Em seguida:

sudo mount /dev/cdrom /mnt
sudo /mnt/VBoxLinuxAdditions.run

Como limpar a memória Swap no Linux

Verificando a memória:

free -h

Limpando a memória:

sudo swapoff -av; sudo swapon -av

Migrando de CentOS 8 para CentOS Stream 8

Após o fim do suporte ao CentOS 8, ao tentar atualizar o SO irá retornar o seguinte erro:

Error: Failed to download metadata for repo ‘appstream’: Cannot prepare internal mirrorlist: No URLs in mirrorlist

Para migrar para o CentOS Stream 8 digite o seguinte no shell:

dnf --disablerepo '*' --enablerepo=extras swap centos-linux-repos centos-stream-repos
dnf distro-sync
dnf clean all
dnf update