Como desabilitar o SELinux temporariamente ou definitivamente no Linux

Se você administra servidores Linux, provavelmente já se deparou com problemas de permissão causados pelo SELinux. Embora seja uma ferramenta incrível para a segurança, ele pode bloquear a instalação de aplicativos e serviços web se não estiver configurado corretamente. O SELinux age como um “cão de guarda” do sistema. Neste tutorial, você vai aprender a desabilitar o SELinux temporariamente (para testes) e definitivamente.

Como verificar o status atual do SELinux

Antes de fazer qualquer alteração, é importante verificar se o SELinux está ativo. Digite no prompt de comando:

sestatus

Se a linha “SELinux status:” estiver como “enabled”, ele está rodando. Outra forma mais rápida de ver o modo de operação é digitando:

getenforce

O comando retornará “Enforcing” (bloqueando), “Permissive” (apenas avisando) ou “Disabled” (desativado).

Desabilitando o SELinux temporariamente (sem reiniciar)

Se você quer saber se o culpado por um bloqueio é o SELinux, desabilite-o temporariamente. A mudança é imediata, mas será desfeita ao reiniciar o servidor. Digite no prompt de comando:

sudo setenforce 0

O modo Permissive é excelente para testes porque para de bloquear ações, mas grava alertas nos logs. Para reativar, digite:

sudo setenforce 1

Desabilitando o SELinux definitivamente (permanente)

Se você deseja desativar permanentemente, precisará editar o arquivo de configuração do sistema. Abra o arquivo com seu editor favorito:

sudo nano /etc/selinux/config

Dentro do arquivo, procure pela linha SELINUX=enforcing e altere o valor para disabled. Deve ficar exatamente assim:

SELINUX=disabled

Salve o arquivo e saia. Para que a desativação permanente entre em vigor, você precisará reiniciar o servidor. Digite:

sudo reboot

Após a reinicialização, digite sestatus novamente e o status deverá aparecer como disabled.

Aviso: Não recomendamos desativar o SELinux em servidores de produção expostos à internet, pois isso facilita invasões. Sempre que possível, crie políticas que permitam o funcionamento da sua aplicação de forma segura.